A invasão de Piranhas, em Alagoas, ocorrida na manhã de segunda-feira de 28 de setembro de 1936, foi um dos episódios mais tensos da história do cangaço. Descendo a serra no caminho para Piranhas, os cangaceiros espalharam o terror e mataram várias pessoas pelo trajeto. A cidade ribeirinha, que costumava funcionar como base policial, encontrava-se sem efetivo de força pública no momento da chegada do bando, cujo objetivo principal era resgatar a cangaceira Inacinha, companheira de Gato, capturada no embate da Fazenda Picos pela volante do capitão João Bezerra.
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| Cangaceira Inacinha (Fonte: Web) |
Comandados por figuras temidas como Corisco e o próprio Gato -- líder de um subgrupo do bando de Lampião --, os criminosos planejaram a ação para libertar a prisioneira. Naquela manhã, dezenas de homens armados invadiram as ruas disparando e espalhando pânico, o que levou parte da população aterrorizada a atravessar o Rio São Francisco para fugir rumo à margem sergipana.
Diante da ausência de policiais, a cidade foi corajosamente defendida por bravos cidadãos armados que resistiram ao bando. Em meio ao intenso confronto, esses defensores locais feriram de morte o líder invasor, Gato, desestabilizando os criminosos e impondo duras perdas aos atacantes.
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| Cangaceiros do bando de Gato: Canário, Gato, Inacinha, Moça e Cirilo de Ingrácia. (Fonte: Web) |
O episódio simbolizou a extrema violência da década de 1930 no sertão. A ação heroica dos moradores, que enfrentaram os bandidos e abateram o chefe do grupo após a trilha de sangue deixada na serra, marcou para sempre a história piranhense. Para eternizar essa memória, foi criado o Dia da Resistência Piranhense por meio da Lei Municipal Nº 356 de 26/09/2022.


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